13 de agosto de 2017

Ao papai Sáriro Francisco Moreira

  • Ao Pai criador agradeço a Deus pelo papai Sátiro Francisco Moreira.
    Aconchego terno.
    Sorriso espontâneo.
    Bondade ilimitada.
    Falar manso.
    Amante da natureza.
    Protetor dos pobres.
    Amigo de todos....
    Acolhedor extremoso.
    Cultivador dos seus campos cheios de frutos.
    Fiel ás missas dominicais e dias santos.
    Sempre um pouquinho mais quando pesava na balança para os pobres.
    Benfeitor dos seus meeiros.
    Protetor dos animais.
    Construtor da comunidade...
    Da Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
    Na varando do seu comércio espaço para escutar a todos.
    No balanço da rede o meu acalento para dormir.
    Papai : Sátiro, Satilo, Satiro, Seu Sátiro, Meu padim Satilo,
    Deixaste um rastro de bondade e carinho silencioso nesta cidade.
    Marcas ou sinais de sua presença só nos corações infinitamente gravado de gerações em gerações, pois o que fica somente é o amor.
    Obrigada papai pelo pai, o avô, o amigo, o irmão, padrinho, o tio, o produtor, o comerciante e benfeitor dente pedaço de sertão paraibano, principalmente Paraná- RN e município e Uiraúna - PB.
    No céu a mais linda comenda, a sua santidade.
    O mais lindo presente, a linda casa que doastes á comunidade e a transfiguração dos seus belos campos que se tornaram abrigos para famílias se tornarem auto-sustentáveis.

20 de outubro de 2016

24 de março de 2013

História

A história de Sátiro Francisco Moreira e Maria Leopoldina Pinheiro.

                                               

Sátiro Francisco e Maroquinha Pinheiro
Meus pais moravam na cidade de Paraná – RN desde quando era vila. Minha mãe comumente chamada de Maroquinha Pinheiro era uma grande líder no serviço ao próximo e a comunidade. Desde que ela chegou a vila iniciou a construção de uma capela em homenagem a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.







Quando a vila passou a ser cidade nunca se candidatou porque ela achava que deveria ser meu pai e toda cidade pedia para que um deles se candidatassem. Assim minha mãe resignava-se a assistir o paradeiro da cidade e dedicava-se com empenho a realizar grande festas da padroeira com bandas de músicas vindas da cidade de Uiraúna -PB e Luis Gomes-Rio Grande do Norte. Não tinha os meios para desenvolver a cidade e sofria...

Logo que meu pai morreu minha mãe resolve doar a “Casa” onde nascemos para ser a CASA PAROQUIAL - Que hoje se tornou como um Centro Comunitário onde se realizam os encontros e reuniões da Comunidade Paroquial, catequese e também da comunidade.


Os prefeitos que se sucederam eram sempre do município e faziam mais pelos próprios sítios onde moravam do que pela cidade.
Hoje um deles já é maior do que a própria cidade de Paraná-RN. E até órgãos públicos e ambulâncias ficam no Sítio Caiçara reduto destes ex-prefeitos. E a cidade que fica na divisa entre os estados da Paraíba e Rio Grande do Norte é abandonada pelos dois estados... A "rua da Paraíba" na qual nasci é completamente abandonada pelos Prefeitos de Uiraúna. Só vão lá na época das eleições para pedirem votos. Nunca fizeram nada:
        Um grupo escolar, uma estrada digna, um parque infantil, uma limpeza na parte que pertence a Paraíba. Não existe esgoto nem saneamento básico. È completamenta abandonada pela prefeitura de Uiraúna- PB.

 Nossa casa fica na rua da Paraíba. Somos Uiraunenses porém sinto-me filha de Paraná-RN. Foi ali que nascemos.


Meu pai era um homem tímido apaixonado pelo campo e pela agricultura. Era produtor de algodão, milho e feijão. Ajudava a cada pessoa sem distinção...




Minha mãe Maria Leopoldina Pinheiro (Maroquinha Pinheiro) continuou a construção de uma igreja com enormes sacrifícios...
Com muito trabalho e peregrinações construiu. Mas por falta de um projeto esta primeira Igreja caiu...
Ela começou tudo de novo!
Fazia enormes caminhadas pelos sítios pedindo ajuda como também ia até a capital Natal-RN.
Com muito trabalho e peregrinações construiu.
Fazia enormes caminhadas pelos sítios pedindo ajuda como também ia até a capital Natal-RN.
Fazendo grandes festas de partido e pedindo a colaboração de todos com a ajuda das pessoas dos sítios conseguiu construir A SEGUNDA igreja.
Novenas da Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Peregrinação para construir a Igreja
Foto: Heronides Pinheiro - Brasília


Foto: Conceição Pinheiro

Primeira capela de Paraná-RN



          Para Maroquinha Pinheiro não era só a igreja de pedra a erguer mas as famílias , os jovens. Ela foi a nossa primeira catequista. Lutava para a cidade se ergui. Quando colocavam uma loja de comércio ela ficava muito feliz com o progresso da cidade. 
           Uma vez quando eu era pequena ela me acordou para ir com meu pai pela madrugada a casa de um casal que já tinha três filhos e estavam brigando. Esta visita foi tão frutuosa que tive a alegria de participar das bodas de ouro desta família, aqui em Brasília.
         Minha mãe partiu sem realizar o sonho dela de CONSTRUIR A "TORRE" da igreja como é normal no estilo brasileiro, em tantas outras igrejas... E não foi concluída até hoje.



A sala acolhedora da minha casa de infância com papai e mamãe, minha irmã Terezinha Pinheiro.
E minha querida sogra: Judith Moreira e eu de blusa vermelha ao lado de minha mamãe.




Esta música lembra as suas festas...
Uma curiosidade:

A cidade de Paraná-RN fica na divisa entre os estados do Rio Grande do Norte e Paraíba. A minha casa é situada na rua da Paraíba. Todos nós somos filhos de Uiraúna -PB por este detalhe. E a cidade de Uiraúna- PB também é extensão da história dos meus pais que são cidadãos uiraunenses. Porém moraram sempre em Paraná -RN e munca lembrados como cidadãos uiraunenses.
A banda de música de Uiraúna- PB sempre estava presente nas festa que minha mãe junto a Comunidade de Paraná-RN fazia para construir a Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Terezinha Pinheiro é a que está com a mão na boca.
Foto: Eleine Pinheiro Rezende
Terezinha Pinheiro é a que está com a mão na boca.
Maria e tio Revi tinham grande amor pelos meus pais... Todo ano sempre vinha nos visitar com os filhos, nas férias das crianças e tenho hoje grande ternura e lembranças maravilhosas destes relacionamentos familiares que permanecem pra vida. Eram momentos de grande alegria para os meus pais.

                                                                      
A nossa casa de infância hoje

 
Quando meu pai Sátiro Francisco Moreira morreu, mamãe sem condições de ficar naquele lugar por causa da idade avançada e de sua saúde (a cidade naquela época, ainda não tinha água encanada) foi morar em Uiraúna - PB, doando sua casa, com o consentimento de seus três filhos para ser “a Casa Paroquial da Cidade de Paraná -RN" e funciona hoje como um pequeno“Centro de Vida”... De portas abertas para a comunidade, como era o estilo deles...


Uma observação:
         No cartório que funcionava em Paraná-RN (Hoje funciona em Luiz Gomes) quando doei a casa fiz uma observação para que conservassem o estilo da casa para manter a memória das grandes festas pois a casa para mim deveria ser e continuar sendo daquele povo que meus pais amavam tanto. Só que esqueci de tirar uma cópia para os dirigentes da comunidade ou não olharam...e para surpresa minha chegando certo dia com minha irmã Terezinha Pinheiro encontrei toda a sua frente descaracterizada. Tudo mudado: as janelas... Lugares das portas de entrada... Da parte da cozinha ...Tudo mudado...
          Terezinha as vezes jogava na loteria e me dizia que se ganhasse a primeira coisa que iria fazer  era fazer era colocar a casa como havíamos doado. Como era antes. Porém hoje para mim isto não importa mais. O importante é estar servindo a comunidade. Isto é um trabalho para as autoridades da cidade...
          Foi espontâneo para mim agora, depois que Terezinha partiu ligar para saber como estava os armários da Casa paroquial. Com alegria fiquei sabendo que era ainda o mesmo que foi da minha mãe em Uiraúna. A Comunidade de Paraná-RN cuida com carinho desta casa. Mesmo sendo distante de João Pessoa. Peguei a agenda de Terezinha e encontrei o mesmo telefone do profissional de transporte que levou um mine caminhão para esta casa de Paraná com seus livros e instantes há pouco tempo atrás... Ele tinha ido com Terezinha.

        Ela até pediu algumas doações de livros para que funcionasse ali, naquela casa uma pequena biblioteca para os jovens e adolescentes era o seu desejo ajudar a juventude de Paraná-RN. Ela tinha vontade de conseguir também alguns computadores pois até hoje ainda não tem.
           Quero convidá-lo para ser junto conosco ( Agora comigo pois sempre queria que Terezinha tivesse tempo para olhar e me corrigir... Ela sabia que eu estava fazendo este Blog. Porém ela queria se aperfeiçoar melhor no uso do computador e o fez. Só que Deus teve pressa em levá-la. Mas, ainda tem tempo para você que viveu conosco esta história contribuir. Ser protagonista também ... Aguardo alguma foto, alguma lembrança, algum fato deste período que você presenciou com eles. Pode enviar para:
                                                   moreira.mcp@gmail.com

              Logo que meu pai morreu minha mãe resolve doar a “Casa” onde nascemos para ser a CASA PAROQUIAL - Que hoje se tornou como um Centro Comunitário onde se realizam os encontros e reuniões da Comunidade Paroquial, catequese e também da comunidade.




Telinha
De Flávio Fernandes


Tia Maroquinha gostava muito de cantar esta música “com minha mãe estarei na santa gloria um dia junto a virgem Maria no céu triunfarei. No céu no céu com minha mãe estarei”, muitas vezes quando tia Maroquinha ia lá para casa visitar mamãe eu gostava de escutar as conversas de mamãe e tia Maroquinha, eu tinha um violão na época tia Maroquinha tocava no meu violão cada música linda, mamãe chamava tia Maroquinha de coquinha apelido carinhoso de infância.



 Tia Maroquinha era muito devota de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro.

Maria, uma lembrança linda que só eu presenciei lá em casa sentada na mesa observando mamãe, tia Maroquinha, tia Maria, tia Júlia.  As 4 na cozinha depois do jantar, elas 4 lavando os pratos. Uma lavava, a outra enxugava e a outra guardava, a outra varria a cozinha tudo na maior alegria, conversando, e confirmando as conversas assim: né coquinha, é Julhinha né maninha Maria, né maninha Esther, e eu só prestando atenção, achando tudo lindo, se tivesse uma máquina para filmar e registrar esse momento único das 4 conversando você ia se emocionar ao ver as 4 irmãs tão felizes juntas naquele diálogo...
                     Lembro-me do seu grande amor com as coisas do alto assim era minha tia Maroquinha uma mulher que se dedicava a Deus.
                                                                         Telinha